• Agência Saber Multimídia

Empresários bastante apreensivos com a crise COVID-19



O Índice de Confiança do Empresário Industrial Goiano de março teve forte queda: 21 pontos em relação ao mês anterior. Retroagiu de 58,6 para 37,6. Resultado nunca vista desde o início da pesquisa e que demonstra uma situação incomum e desconhecida a ser vivida pelo empresariado goiano. O ICEI de fevereiro já havia registrado retração naquela época: queda 5,4 pontos. Só que naquela oportunidade a coleta dos dados ocorreu bem no início da crise do COVID-19. Os questionários da pesquisa foram aplicados no interstício de 02 a 11 de março. A apreensão entre os empresários aumentou após a confirmação do primeiro caso em Goiás, o que ocorreu em 12 de março. Posterior a esta data, adveio a edição do Decreto n. 9.633, de 13 de março de 2020, estabelecendo estado de emergência e suspendendo várias atividades empresariais. A suspensão de forma abrupta aliada ao próprio desconhecimento do comportamento do vírus e suas consequências, geraram apreensão e, especialmente expectativa de retração econômica diante da paralização dos setores produtivos. A diminuição dos negócios foi percebida de imediato. Destaca-se que a coleta desta pesquisa ocorreu entre 01 a 14 de abril, portanto já contemplando a percepção e sentimento empresarial frente a crise que se efetivou.

O Indicador de Condições, que mensura a percepção da situação atual em relação aos últimos seis meses, também teve retração excepcional. O Indicar que era de 53,3 pontos caiu para 37,5. Queda de 15,8 pontos. O recuo do indicador de condições evidencia que o atual ambiente de negócios se encontra bem desfavorável e incerto, pois não se sabe ao certo e de difícil previsão mensurar os efeitos sociais e econômicos que poderão advir a manutenção da crise pandêmica.

Fonte: FIEG/COTEC – ICEI de Março/2020


O Indicador de Expectativas apresentou o mais expressivo recuo. Caiu de 23,6 pontos. Ou seja, saiu de 61,2 pontos para 37,6. A menor marca da pesquisa. Este resultado chama a atenção para o efeito psicológico na condução dos negócios, principalmente com a preocupação das faturas em detrimento da redução das vendas. A maioria das empresas de pequeno e médio porte trabalham em regime de caixa, não tendo reservas para situações futuras. Principalmente com situações adversas e desconhecidas do empresariado local. O Indicador de Expectativa varia de 0 a 100. E valores acima de 50 pontos sinaliza situação favorável. Dai, o resultado de 37,6 pontos retrata um momento de bastante apreensão para o setor. Sendo improvável uma recuperação a curto espaço de tempo pelos efeitos da retração das atividades em relação a emprego, receita, custo operacional (financeiro e tributário).


CENTRAL DE

ATENDIMENTOS

Goiânia
4002 6213
Demais Localidades
0800 642 1313

© FIEG 2020 TODOS OS DIREITOS RESERVADOS | CRIADO POR AGÊNCIA SABER MULTIMÍDIA

  • Branca Ícone Instagram
  • Branco Facebook Ícone
  • Branco Twitter Ícone
  • Branca ícone do YouTube